Esse crescimento é impulsionado por três forças convergentes: regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas, a urgência em garantir a continuidade operacional e o avanço das tecnologias digitais que permitem decisões baseadas em dados. Nesse contexto, as empresas estão redesenhando seus processos para se adaptarem aos novos padrões de sustentabilidade e eficiência.
Para Adriana Fonseca, diretora de Automação Industrial para Chile, Peru e Bolívia da Schneider Electric, essa mudança exige uma profunda atualização da infraestrutura tecnológica, onde "as indústrias devem migrar de sistemas legados para tecnologias mais eficientes e escaláveis, que integrem protocolos de comunicação atualizados e estejam em conformidade com os padrões de segurança cibernética industrial. Equipamentos mais antigos não possuem as certificações que agora são obrigatórias em ambientes críticos."
Um dos principais riscos associados a essa falta de atualização é a baixa disponibilidade de peças de reposição e suporte técnico, o que compromete a continuidade operacional. "Um único componente obsoleto pode paralisar uma planta por dias ou semanas. Modernizar os sistemas é essencial para manter as operações em funcionamento", acrescenta Luis Maldonado, Champion Services South America da Schneider Electric.
A automação, juntamente com a digitalização avançada, tornou-se um facilitador essencial para aumentar a eficiência, reduzir custos e melhorar o desempenho da produção. Isso é destacado por uma análise da McKinsey & Company (2022), que mostra que a implementação eficaz dessas tecnologias pode reduzir o tempo de inatividade das máquinas em 30 a 50%, aumentar as taxas de produção em 10 a 30% e melhorar a produtividade da mão de obra em 15 a 30%. Além disso, as ferramentas digitais alcançaram aumentos de até 85% na precisão das projeções operacionais.
No entanto, explica Fonseca, o caminho para a digitalização não é isento de desafios. "Sempre haverá resistência à mudança. A transição para novas tecnologias gera dúvidas, principalmente em processos de produção onde não há margem para erros. Os clientes esperam soluções comprovadas e confiáveis, e é por isso que acredito que o maior desafio hoje é cultural: abraçar a mudança”, afirma.
Para apoiar as empresas nessa transformação, a Schneider Electric desenvolveu um ecossistema de soluções integradas sob sua arquitetura EcoStruxure, que permite uma abordagem escalável e personalizada para todo o processo de automação, além de controle em tempo real, software e serviços digitais. "É uma plataforma de ponta a ponta que vai do produto conectado em campo até a camada analítica superior. Com ela, é possível contextualizar dados, aplicar inteligência e obter indicadores-chave de desempenho (KPIs) que permitem tomar decisões mais estratégicas e informadas", explica o executivo.